II Jornada Interdisciplinar: Programa e oficinas

PROGRAMA DA II JORNADA INTERDISCIPLINAR DE SERRA ACIMA
Chapada dos Guimarães –19 e 20 de Novembro de 2010.

Sexta-feira – 19 de Novembro

7h30 – Credenciamento e Primeira Lista de Presença com Café da Manhã.

8h30 – Abertura.

Recepção: Prefeito Municipal Sr. Flávio Daltro.

09h00 – Apresentação:
» Coral Infantil da Escola Estadual Ana Teresa Albernaz.

12h00 – Almoço

14h00 – Início das Oficinas da tarde.

18h00 – Bate-papo com o designer Nuno Coelho, autor da exposição interativa e do livro “Uma terra sem gente para gente sem terra”, sobre a Palestina. Apresentadora: Moara Crivelente, cientista política – Universidade de Coimbra.

20h00 –  Apresentação Cultural do grupo Patucha de Siriri, da Escola Estadual Ana Tereza Albernaz, na Praça Central, em frente à Igreja Matriz de Santana.

Sábado, 20 de Novembro

8h00 – Início das atividades:

  • Participação na Exposição “Uma terra sem gente para gente sem terra”, de Nuno Coelho, que guiará.
  • Participação na Feira do Livro
  • Participação na Feira de Artesãos

12h00 – Almoço

13h30 – Início das Oficinas da tarde.

19h00 – Encerramento: Secretário Estadual de Cultura de Mato Grosso, Sr. Oscemário Daltro.

Durante toda a programação ocorrerá:

Feira do Livro nas dependências da Escola
e
Exposição Interativa: “Uma Terra sem gente para uma Gente sem Terra”
Abordagem: Entender a realidade atual da Palestina e do povo palestino com a participação dos presentes que, de forma artística e didática, aprendem e apreendem um pouco da história e da geopolítica local
» Autores: Nuno Coelho e Adam Kershaw.
Com a presença de Nuno Coelho – Docente nos cursos de Licenciatura e Mestrado em Design e Multimídia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Portugal.

A visita de Nuno Coelho ao MT e ao Brasil foi documentada na página do Instituto da Cultura Árabe, de São Paulo. Para ver a matéria, clique aqui.

EVENTOS:

  • Exposição interativa “Uma Terra Sem Gente para Gente Sem Terra”, do designer Nuno Coelho – Docente nos cursos de Licenciatura e Mestrado em Design e Multimídia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Portugal. A exposição é sobre a Palestina e traz informações recolhidas pelo autor sobretudo em sua viagem para a região, em 2006. A possibilidade de interação do participante com o exposto e com a informação ali contida tem vertente didática particularmente eficaz e envolvente, proporcionando o esclarecimento sobre a questão abordada, a sua complexidade e a vivência de um povo.
  • Feira Literária disponível nos corredores da Escola Ana Tereza, onde as oficinas e mesas redondas serão realizadas;
  • Mesas redondas com o Prof.Ms. Francisco Sandro da Silveira Vieira, de Angola – atualmente professor em São Paulo/SP – que falará da história e da cultura africana e seu ensino em sala de aula; e com o Professor e designer Nuno Coelho sobre seu trabalho abordado na Exposição; entre outros.

HISTÓRICO DE OFICINAS:

SEXTA-FEIRA – 19/11

1. MANIFESTAÇÕES DA CULTURA NO ESPAÇO

Prof.ª Sônia Regina Romancini. Professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Pós-doutoranda em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP). Bolsista do CNPq. E-mail: sromancini@terra.com.br
Vagas: 40.

Sabendo-se que as culturas combinam heranças do passado e lições do presente, o minicurso se desenvolverá no sentido de discutir em que medida o espaço em que elas se inscrevem contribui para a transmissão de valores e para a construção de identidades. O minicurso colocará em discussão a importância das manifestações culturais para a identidade e memória da região. Serão abordados temas referentes a: espaço e festa popular; paisagem e simbolismo; espaço, literatura e música.

2. OFINCINA DE LITERATURA
Prof. Andréa Luciane Albano Nunes – Formada em Letras pela Univ. Federal de Mato Grosso. Responsável pelo projeto Literatura para sala de aula do Centro de Educação Integral Paulo Freire, Campo Verde.
Vagas: 40.

A leitura na sala de aula necessita de uma atenção especial por parte dos professores. A literatura é considerada uma arte que carrega peculiaridades de uma experiência criadora. O texto literário é polissêmico e cabe a cada leitor ser coautor de suas leituras por meio de suas vivencias. Pensando em pressupostos para uma prática pedagógica de leitura literária mais eficiente o que pretendemos com a oficina de literatura é:

*Discutir os processos mediadores do texto literário em sala de aula.

*Apresentar uma proposta lúdica para as aulas de literatura.

*Entender melhor sobre letramento literário e como instrumentalizar o aluno para a leitura literária.

3. SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA: Por uma história da Fronteira.
Gabriella Lima de Assis. Mestranda em História. Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Cuiabá, Brasil. Orientador: Marcus Silva da Cruz. Bolsista da Capes: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Vagas: 40.

A obra Caminhos e Fronteiras de Sérgio Buarque de Holanda constitui-se um texto singular na historiografia brasileira por tratar da cultura material do povo brasileiro, concedendo importância singular para as contribuições do indígena e do caboclo. Trata-se de uma descrição consistente sobre a expansão das nossas fronteiras territoriais e culturais, e sobre o cotidiano dos roteiros da penetração paulista nos sertões de Mato Grosso.

Nesta oficina, pretende-se trabalhar com a análise de fragmentos chaves da obra Caminhos e Fronteiras, para trazer subsídios tanto para a escrita quanto para o ensino de História no tocante as discussões acerca da expansão e da diversidade da fronteira, englobando os conteúdos de Brasil Colonial e Brasil Imperial nos seguintes subtemas: a economia na colônia portuguesa; a cultura colonial; as bandeiras paulistas; a expansão da fronteira matogrossense; povos indígenas na fronteira; as vastas transformações da nação até o século XIX.

4. HISTÓRIA DA ÁFRICA E A CULTURA ANGOLANA
Prof.Ms.: Francisco Sandro da Silveira Vieira – Luanda, Angola – Atualmente prof. Em São Paulo –SP. Mestre em Ciências Sociais – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo / PUC-SP. Referência em Ensino de História da África, Cultura africana e afro-brasileira.
Vagas: 60.

5. COMUNIDADE DE REMANESCENTES DO QUILOMBO MATA CAVALO: TERRA E MEMÓRIA, OS CAMINHOS DA IDENTIDADE QUILOMBOLA.
Silvânio Paulo de Barcelos. Mestrando em História, Universidade Federal de Mato Grosso. Orientador: Prof. Dr. Marcus Silva da Cruz. Atualmente, desenvolve pesquisas junto à Comunidade  de remanescentes do Quilombo Mata Cavalo, localizada no Município de Livramento, Mato Grosso, para a conclusão da dissertação de mestrado.
Vagas: 40.

A identidade na Comunidade de remanescentes do Quilombo Mata Cavalo, localizada no município de Livramento, em Mato Grosso, está ancorada conceitualmente a dois pilares bem definidos: a terra e a memória dos escravos da Sesmaria Boa Vida, seus ancestrais. Assentados naquela localidade a mais de cento e vinte anos, os descendentes dos escravos que herdaram essa área de terra resistem, ainda hoje, à pressão dos fazendeiros daquela região pela disputa em torno da sua  posse. Esta singular identidade possibilita pelas vias jurídicas a legitimação  da propriedade das terras em litígio ao mesmo tempo em que  coloca esses atores históricos no centro da convergência de seus próprios valores étnicos e culturais. Em pleno século XXI os integrantes dessa comunidade tradicional lutam pela preservação de uma memória afro-referenciada enquanto sonham conquistar o reconhecimento do seu espaço primordial, um espaço de negro, numa sociedade marcada por preconceitos, interesses difusos e pelo estigma da globalização.

6. UMA VISÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA DO FOGO FLORESTAL NOS ECOSSISTEMAS MATO-GROSSENSES.
Prof. Romildo Gonçalves. Biólogo, mestre em Educação e Meio Ambiente, especialista em queima controlada e doutor em Agricultura Tropical pela UFMT.
Vagas: 40.

Educação ambiental continuada na formação da cidadania. Fogo florestal; queima controlada; legislação ambiental brasileira dentre outros questionamentos em foco. Atividades Audi-visual.

7. ENTRE MEMÓRIAS E HISTÓRIAS. A escrita da História a partir das experiências de vida.
Vitale Joanoni Neto
Luciene Aparecida Castravechi (Aluna do PPGHis)

Vagas: 40

A intenção é procurar acompanhar os passos – memória – do público alvo, delineando os seus espaços como resultado das práticas sociais, buscando entender todo esse processo histórico recente, da criação das “cidades de fronteira”, associado aos movimentos migratórios, na perspectiva do significado deste para a história do Brasil contemporâneo. Tais propostas de estudo dependem dos testemunhos históricos presentes: fontes orais, impressas e iconográficas confluem para a formação de imagens múltiplas. A utilização das fontes orais pelos historiadores obriga-nos a experimentar tratamentos inéditos, sobretudo revelando a construção do passado recente, e também a refletir sobre a elaboração de questões que têm poder para modificar, ampliar e direcionar as pesquisas. Mais ainda, exige diferenciar as operações da memória daquelas da história e tornar visíveis os lugares da produção e elaboração historiográfica, indicando os pontos de referência teórica e metodológica – os legados interiorizados.
As questões aqui levantadas colocam em primeiro plano o estudo da memória, certamente uma exigência dos tempos atuais, mas não nos esquecendo do que já afirmou Jacques Le Goff: “Toda a história é bem contemporânea, na medida em que o passado é apreendido no presente e responde, portanto, aos seus interesses, o que não é só inevitável, como legítimo”. Por outro lado, pretende-se buscar outros registros, dando preferência aos relatos dos grupos sociais que se procuram silenciar, seja através dos depoimentos orais, seja colhendo histórias de “vidas comuns” ou cotidianas.

(Observação – Os inscritos podem trazer fotos, pequenos objetos que dizem de sua história e de sua família)

18h00 – Bate-papo e noite de autógrafos:

Com o designer Nuno Coelho, autor da exposição interativa e do livro “Uma terra sem gente para gente sem terra”, sobre a Palestina.
Apresentadora: Moara Crivelente, cientista política – Universidade de Coimbra.

SÁBADO – 20/11

08h00 às 12h00:

Participação na Exposição “Uma terra sem gente para gente sem terra”, guiada pelo expositor, Nuno Coelho; e

Visita à Feira do Livro e à Feira do Artesão.

14h00 às 17h00 – OFICINAS finais:

1. UMA HISTÓRIA PARA CONTAR: DOCUMENTOS E NARRATIVAS.

Historiadora – Prof. Dra. Lucia Helena Gaeta Aleixo.
Vagas: 40.

O propósito dessa oficina é tecer algumas considerações sobre a importância da investigação baseada em documentos para por ordem à narrativa dos acontecimentos históricos. Assim, para contar uma história, é necessário reconhecer o real significado das fontes, dos domínios das relações de poder, das ideologias, dos discursos e da historicidade. Para tanto, a proposta é conhecer e manipular as variados documentos, aprender a transitar pelas diversas correntes historiográficas para ao final compreender como se produz o conhecimento histórico.

2. FORMAÇÃO EM HISTORIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA PARA EDUCADORES.
Prof.Ms.: Francisco Sandro da Silveira Vieira – Luanda, Angola – Atualmente prof. Em São Paulo –SP. Mestre em Ciências Sociais – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo / PUC-SP. Referência em Ensino de História da África, Cultura africana e afro-brasileira.
Vagas: 60.

A Oficina de formação de Agentes Educativo-Culturais que tem como intuito propiciar por meio de formação sistemática, a difusão de conhecimentos científicos e técnicos acerca das culturas e histórias das populações africanas e afro-brasileira, dando ênfase à História e a educação étnica racial. Objetivos: Inserir conhecimentos sobre a história e a realidade da África, da relação África-Brasil e da cultura produzida pelos afro-brasileiros na sociedade nacional; Democratizar tais conhecimentos e estudos para população em geral; Incentivar coordenadores (as) de atividades culturais, professores (as) a aprofundar os estudos e as pesquisas relacionadas às temáticas abordadas; Estimular a democratização da informação e conhecimento no intuito de contribuir com a valorização e fortalecimento da população afro-brasileira.

3. APRENDENDO NO CERRADO
Edilma Nonato Santana Fonseca. Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2006),.Pós graduação em Perícia, Auditoria e Gestão Ambiental  pela Fundação  Oswaldo Cruz (FOC). Desenvolveu o projeto no Centro de Educação Integral Paulo Freire, executando atividades práticas relacionadas a meio ambiente. Publicou trabalhos nas áreas de revegetação de área Permanente e caracterização de frutos do Cerrado.

Um projeto de Educação Ambiental desenvolvido no Centro Educação Integral Paulo Freire, Campo Verde-MT.

A oficina apresentará as atividades realizadas com os alunos durante o desenvolvimento do projeto Aprendendo no Cerrado no Centro Educacional Paulo Freire. Apresentando alternativas para realização de atividades práticas na área de ciências com crianças nesta faixa etária. E ainda abordará como foi realizada as atividades práticas da Revegetação da Área de Preservação Permanente.

4. ENTRE A HISTÓRIA E A LITERATURA
Gabriella Lima de Assis. Mestranda em História. Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Cuiabá, Brasil. Orientador: Marcus Silva da Cruz. Bolsista da Capes: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Vagas: 40.

Como todo tipo de arte, a Literatura está vinculada a sociedade em que se origina. Partindo das experiências pessoais e sociais, o artista recria a realidade, ao fazer isso, ele transmite seus sentimentos e idéias. A obra literária é resultado das relações dinâmicas entre escritor e sociedade, assim, mesmo que a Literatura não esteja necessariamente presa a essa sociedade, é possível acompanhar a História observando a relação entre suas transformações e os diversos momentos da História da Literatura.

Diante do exposto, pretende-se demonstrar que a estreita relação entre o discurso da História e o discurso da Literatura possibilita o trabalho do professor preocupado em diversificar e dinamizar suas aulas, apresentando para seus alunos fontes de estudo com uma linguagem agradável para a compreensão dos sistemas de representações que compõem o imaginário social de determinada temporalidade.

No caso desta oficina, por meio do texto literário O Quinze, de Raquel de Queiroz, que apresenta uma narrativa inspirada na seca nordestina de 1915 e nas problemáticas políticas e sociais do período, discutiremos os conteúdos de História do Brasil Republicano e o Movimento Modernista de 1922 focando as seguintes temáticas: o uso de uma fonte literária; a cultura.

5. O USO DE IMAGENS NO ESTUDO DE HISTÓRIA: Cinema, fotografia e pintura
.
Leonice Aparecida de Fátima Alves– Prof Pós-Doutora da UFMT/História
Ana Paula Lopes – Mestre – Trabalho com Fotografia
José Amilcar Bertholini – Mestrando; – Cinema .
Maria Henriqueta dos Santos Gomes. Mestranda – Murais
Vagas: 40.

Os estudos recentes acerca da sociedade contemporânea, independente da área de conhecimento, têm evidenciado – de forma recorrente – que vivemos um momento histórico que permite identificar nosso tempo como sociedade da informação,  sobressaindo-se a demanda referente a utilização das imagens que deixam de cumprir uma função meramente ilustrativa, passando a ser tratadas como fontes de pesquisa quando da elaboração de dissertações e teses ou ainda como recurso didático quando utilizado na educação básica. Com base nesses pressupostos propomos o presente mini-curso, que depois de contextualizar a importância desse material, priorizará a exposição e problematização de função da arte no contexto de produção, compreendendo-a como fontes históricas que permitem a compreensão e interpretação da realidade objeto de estudo. Nossas reflexões terão como suporte o cinema, a fotografia e a pintura muralística.

Conteúdos:
Noções sobre o uso de fontes iconográficas;
Noções introdutórias acerca do cinema;
A relação entre cinema e educação;
O uso da fotografia e a história;
Pintura muralística e história.

6. FUNÇÃO FOTOGRAFAR OU FILMAR – Um instrumento em sala de aula.
Profª  Dra. Maria Auxiliadora de Freitas – UFMT.

Vagas: 40.


Possibilita registrar as nossas lembranças em duas formas diferentes, uma como foto e outra como pequena filmagem – Modo fotografar, Modo gravar vídeo – com ou sem Áudio.

As câmeras digitais são câmeras preparadas para fotografar com resultado final em papel fotográfico ou também gravar as imagens em CD ou enviá-las por e-mail.

Outra aplicação é gravar imagens em movimento, resultando pequenos clipes, para serem visualizados em monitores do micro ou TV.

Pontos a serem abordados:
A luz, por onde tudo começou.
A câmera escura, o princípio da fotografia
A química, em auxílio à fotografia
Hercules Florence – A descoberta isolada da fotografia no Brasil
Fox – Talbot: um nobre aperfeiçoando a fotografia
Archer e suas placas úmidas
As variações do colódio: o ambrótipo e o ferrótipo
Maddox e sua emulsão de gelatina e brometo de prata
A história de George Eastman e da Kodak
Ensaios de um aficionado
Nasce uma empresa
Em busca da simplicidade
Fotografia para todos
O legado fotográfico de Eastman
Aula prática de campo

7. EDUCAÇÃO AMBIENTAL ESCOLARIZADA NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE MATO GROSSO
Profª. Ms. Giselly Rodrigues das Neves Silva Gomes. Bióloga, Mestre em Educação, professora do Ensino Básico da Rede Municipal de Cuiabá e da Rede Estadual de Mato Grosso desde 2000, atualmente desempenhando a função de Gerente da Educação Ambiental na Superintendência de Diversidades Educacionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT). Integrante da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental (REMTEA).

Vagas: 40

O presente trabalho foi tema de uma pesquisa desenvolvida no Programa de Estudos de Pós-Graduação do Mestrado em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, na área de concentração Educação, Cultura e Sociedade, linha de pesquisa Educação e Meio Ambiente. Uma vez inserida no contexto de instituições públicas de ensino em Mato Grosso, a pesquisadora considera suas reflexões sobre a construção das políticas educativas estaduais, especialmente, no âmbito da Educação Ambiental (EA) formal, implementadas pela instituição governamental, Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC), como ponto de partida.

O tema proposto traz para a discussão as práticas pedagógicas em EA, desenvolvidas por algumas Escolas de Ensino Básico da Rede Pública Estadual Mato-grossense, no intuito de subsidiar a elaboração de políticas públicas que contribuam para o fortalecimento da Educação Ambiental. Sob a perspectiva Fenomenológica, o estudo buscou identificar, compreender e interpretar a dimensão relacional existente entre as ações pedagógicas em EA, efetivamente desenvolvidas pelos/as professores/as e as orientações curricularres em EA promovidas pela SEDUC.

Para tanto, optou-se pela Pesquisa Qualitativa, desenvolvida à luz do pensamento crítico e tendo como instrumentos de coleta de dados, Pesquisa Documental na SEDUC; aplicação de Questionários Abertos e Semi-Estruturados junto à Docentes/Diretores de 183 escolas localizadas no Pólo Sul do Estado, região dos Cerrados e dos Pantanais Mato-grossenses; realização de Entrevistas Abertas e Coletivas com docentes do município de Poconé.

O caminho metodológico percorrido revelou que o cenário da EA não é novo no Estado, destacando diversos projetos, parcerias e protagonistas que marcaram o histórico do movimento ecológico mato-grossense. Os resultados dos questionários mostraram um quadro geral das práticas pedagógicas em EA que se constituem no eixo norteador para a escolha do município de Poconé, cidade pantaneira do Estado de Mato Grosso, como sendo o lócus de desenvolvimento das entrevistas coletivas com professores/as, sujeitos das ações educativas ambientais.

Esta última fase da pesquisa desvelou importantes elementos que convidam à reflexão sobre as atuais políticas públicas em EA Escolarizada, instituídas pela SEDUC, mostrando a necessidade da re-avaliação dos processos de formação continuada em EA, bem como das orientações curriculares, destinadas às escolas públicas estaduais de Mato Grosso.

8 – “Nas margens da História: meio-ambiente, ruralidade e comunidades ‘ribeirinhas’ do Pantanal Norte (1870-1930)”.

Ana Carolina da Silva Borges. Mestre em História pela Universidade Federal de Mato Grosso. Foi bolsista do CNPq durante três anos e da CAPES durante dois anos. Dissertação: “Nas margens da história: ruralidade e comunidades ‘ribeirinhas’ do Pantanal Norte (1870-1930)”, teve a honra de receber o prêmio “Dissertação Premiada”, do Programa de Mestrado: “História, território e fronteiras” da UFMT. Obra recém publicada. Atualmente é professora substituta da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Tem experiência na área de História, com ênfase em História, atuando principalmente nos seguintes temas: história agrária, comunidades ribeirinhas, cultura, sociedade e natureza, cotidiano e representações sociais.

Vagas: 40.
Resumo:
 O objetivo da dissertação é discutir e analisar a relação estabelecida entre a sociedade e a natureza na extensa área úmida do Pantanal Norte, tendo um interesse maior pelos moradores da beira dos rios São Lourenço e Cuiabá, entre os anos de 1870 a 1930, chamados externamente de “ribeirinhos”. Primeiramente analisamos a forma como as atividades diárias dos trabalhadores rurais da beira dos rios eram vistas e entendidas por viajantes estrangeiros que visitaram a região, assim como os governantes provinciais e estaduais mato-grossenses, que criaram uma série de imagens pejorativas sobre a relação que estes moradores locais estabeleceram com o seu meio. O segundo passo foi adentrarmos no universo pantaneiro que os “ribeirinhos” ajudaram a compor, percebendo suas práticas diárias, seus saberes, seus valores e suas lógicas que possibilitaram uma forma singular de viver e ver o mundo que contrariava os interesses dos segmentos sociais que formavam a elite de Mato Grosso. Este fato fica mais evidente diante das transformações ocorridas em Mato Grosso após o fim da Guerra com o Paraguai (1870) e a reabertura da navegação fluvial, tendo em vista o aumento das relações de troca e comércio locais com as embarcações fluviais, que permitiram a intensificação da exploração dos recursos naturais e a alteração na paisagem pantaneira.

Todavia essas modificações oriundas de um mercado mundial em expansão, carregadas de valores, normas e preceitos “modernos” e “civilizados” não atingiu o cotidiano dos “ribeirinhos” como uma pressão externa que impunha alterações bruscas e repentinas. Isto porque os “ribeirinhos” ao atualizar seus costumes o fizeram por meio de uma racionalidade local que escapava das formas de controle dos principais grupos políticos vigentes no período em questão.